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9 de setembro de 2026 · NASA Jet Propulsion Laboratory · 3 min de leitura

Uma boa notícia sobre florestas e gás carbônico

Estudo liderado pela NASA indica que as florestas tropicais absorvem 1,4 bilhão de toneladas de CO₂ por ano, de um total global de 2,5 bilhões — mais do que se imaginava.

Um novo estudo liderado pela NASA mostra que as florestas tropicais podem estar absorvendo muito mais gás carbônico do que muitos cientistas imaginavam, em resposta ao aumento desse gás na atmosfera. O estudo estima que as florestas tropicais absorvem 1,4 bilhão de toneladas de gás carbônico de um total global de 2,5 bilhões — mais do que as florestas do Canadá, da Sibéria e de outras regiões do norte, as chamadas florestas boreais.

"É uma boa notícia, porque a absorção nas florestas boreais já está diminuindo, enquanto as tropicais podem continuar capturando carbono por muitos anos", disse David Schimel, do Jet Propulsion Laboratory da NASA, em Pasadena, na Califórnia. Schimel é o autor principal do artigo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

As florestas e as outras plantas terrestres retiram da atmosfera até 30% das emissões humanas de gás carbônico durante a fotossíntese. Se essa absorção diminuísse, o aquecimento global aceleraria.

O estudo é o primeiro a criar um jeito de comparar de igual para igual estimativas de gás carbônico vindas de fontes e escalas muito diferentes: modelos de computador dos ecossistemas, modelos atmosféricos rodados de trás para a frente no tempo, imagens de satélite, dados de parcelas experimentais de floresta e outras.

"Até a nossa análise, ninguém tinha conseguido reconciliar globalmente as informações sobre os efeitos do gás carbônico vindas das comunidades de ciência atmosférica, florestal e de modelagem", disse o coautor Joshua Fisher, do JPL. "É incrível ver fontes de dados tão diferentes e independentes convergindo para uma resposta."

À medida que as emissões humanas colocam mais gás carbônico na atmosfera, as florestas do mundo o usam para crescer mais depressa, reduzindo o quanto fica no ar. É o chamado efeito de fertilização por carbono. "Mantidas as outras condições, o efeito é mais forte em temperaturas mais altas, ou seja, será maior nos trópicos do que nas florestas boreais", disse Schimel.

Mas a mudança do clima também reduz a água disponível em algumas regiões e aquece a Terra, provocando incêndios maiores e mais frequentes. Nos trópicos, o ser humano agrava o problema queimando madeira no desmatamento. O fogo não só interrompe a absorção de carbono ao matar as árvores, como também lança enormes quantidades de carbono na atmosfera enquanto a madeira queima.

O que isso significa para a Reserva Legal

Se as florestas tropicais absorvem mais gás carbônico do que se pensava, cada hectare que continua em pé vale mais do que parece — e cada hectare derrubado custa mais.

No Brasil, a Reserva Legal é a parte de cada imóvel rural que a lei manda manter com vegetação nativa: até 80% na Amazônia. Boa parte dessa floresta existe só no papel ou sem ninguém que acompanhe. A ideia da Neutraza é dar a esse hectare um apoiador identificado: o Titular adota hectares de uma reserva específica, recebe um certificado com número e hash verificáveis, e acompanha por satélite se a floresta segue lá.

Não é um crédito de carbono genérico: é um pedaço de floresta com endereço, dono conhecido e monitoramento público.


Fonte: NASA Finds Good News on Forests and Carbon Dioxide — NASA/JPL, 30/12/2014. Texto original de agência do governo dos EUA, em domínio público. Imagem: NASA/USGS, da mesma matéria. Tradução para o português: Neutraza.

Cada FRU é um hectare de Reserva Legal, localizado e verificado.